MUNDO INDÍGENA


Este conteúdo magnifico foi extraído do site abaixo ...visite ..

http://www.indio.org.br/001_Povos_indigenas/povos.htm

é muito bom ...muito mesmo rsss

abraço samantha



Escrito por AlBIFESA às 19h51
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HISTÓRIA DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

"Nosso sofrimento começou com o primeiro navio que chegou ao Brasil."
(Wayrotsu, povo Xavante)

Não existe consenso entre os estudiosos sobre a época de ocupação do Brasil pelos grupos humanos. Algumas pesquisas recentes, como a de Niéde Guidon, revelam que a ocupação do Brasil possui uma data muito mais antiga: foram encontrados resquícios arqueológicos (restos de fogueiras) em São Raimundo Nonato, no Piauí, que datam de 48.000 anos atrás. Outro arqueólogo, chamado Walter Neves, encontrou uma ossada humana de 12.000 anos em Lagoa Santa, Minas Gerais.

Tais informações comprovam que a presença indígena no Brasil é muito mais antiga do que a chegada dos europeus há 502 anos atrás. Portanto, não foram os portugueses que descobriram o Brasil em 1.500 como alguns livros de história nos ensinam. O que aconteceu neste período foi uma invasão progressiva das terras brasileiras.
Não se sabe ao certo quantos povos indígenas existiam aqui na época do início da colonização, mas estima-se que antes da chegada dos europeus haviam cerca de 3,5 a 5 milhões de pessoas habitando a região que hoje é o Brasil. Todas essas pessoas pertenciam a distintos grupos indígenas, portadores de línguas, costumes, tradições e crenças diferentes e habitavam as terras onde seus antepassados se estabeleceram. Havia uma enorme diversidade cultural entre estes povos.



Escrito por AlBIFESA às 19h50
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O que aconteceu na colonização do Brasil foi um enorme genocídio, que dura até os dias de hoje. De acordo com o Dicionário Aurélio, genocídio é um "crime contra a humanidade, que consiste em, com o intuito de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, cometer contra ele qualquer dos atos seguintes: matar membros seus, causar-lhes grave lesão à integridade física ou mental; submeter o grupo a condições de vida capazes de o destruir fisicamente no todo ou em parte; adotar medidas que visem evitar nascimentos no seio do grupo, realizar a transferência forçada de crianças de um grupo para o outro." Todos estes atos e muitos outros foram cometidos contra as pessoas que habitavam estas terras.
Na medida em que as terras brasileiras foram sendo invadidas pelos europeus, os indígenas foram sendo exterminados ou empurrados para regiões cada vez mais distantes. O genocídio aconteceu não apenas através das violências, massacres, maus tratos, trabalho escravo; as doenças trazidas pelos europeus, contra as quais os indígenas não tinham imunidade, também mataram milhões. Muitas nações desapareceram sem deixar sequer seu nome registrado na História.
Os europeus se julgavam os donos da terra, não respeitavam a vida comunitária dos povos que aqui viviam, não aceitavam sequer que estes povos possuíam alma, por serem portadores de culturas e religiões diferentes. Frei Bartolomé de Las Casas presenciou a invasão do Brasil e registrou (em 1511) a violência praticada contra os indígenas no século XVI:

"Certa vez os índios vinham ao nosso encontro para nos receber, à distância de dez léguas de uma grande vila, com víveres e viandas delicadas e toda espécie de outras demonstrações de carinho. E tendo chegado ao lugar, deram-nos grande quantidade de peixes, de pão e de outras viandas, assim quanto tudo quanto puderam dar... Mas eis que os espanhóis passam a fio de espada, na minha presença e sem causa alguma, mais de três mil pessoas, homens, mulheres, crianças, que estavam sentadas diante de nós. Eu vi ali tão grandes crueldades que nunca nenhum homem vivo poderá ter visto semelhantes... Também na terra firme... na madrugada, estando ainda os índios a dormir com suas mulheres e filhos, os espanhóis se lançaram sobre o lugar, deitando fogo às casas, que eram comumente de palha, de sorte que queimavam todos vivos, homens, mulheres e crianças... Mataram a tantos que não se poderia contar e a outros fizeram morrer cruelmente... e a outros fizeram escravos e marcaram-nos com ferro em brasa..."
(LAS CASAS, 1984)

Nos cem primeiros anos de colonização o genocídio foi intensivo. Estima-se que neste período aproximadamente 70% da população indígena brasileira tenha sido eliminada. Em 1.560, Men de Sá, governador geral do Brasil, escreveu uma carta ao rei de Portugal contando com orgulho as suas façanhas na colônia: em uma noite, ele havia destruído e queimado uma aldeia próxima à vila, matado todos os indígenas que resistiram a este ataque e seu trunfo foi ter enfileirado os corpos ao longo de aproximadamente seis quilômetros de praia. E este é apenas mais um exemplo da violência que as pessoas que habitavam esta terra sofreram.
Os invasores travaram guerras contínuas e cruéis contra os indígenas. São Paulo, no séc. XVI, era um pequeno vilarejo e as expedições que se dirigiam ao interior do país eram chamadas de "bandeiras". Os bandeirantes eram pessoas especializadas em caçar e exterminar, ou escravizar os indígenas, ou quaisquer outros obstáculos que se opusessem à conquista do interior das terras brasileiras e suas riquezas. Ao mesmo tempo, as missões jesuíticas iniciaram o confinamento de povos indígenas em aldeamentos. Os indígenas confinados nestes aldeamentos não se tornavam escravos, mas eram obrigados a abandonar seu modo de vida tradicional, substituindo suas crenças e rituais pelas cerimônias e ritos católicos, além de estarem sujeitos com mais freqüência às doenças trazidas pelos não-indígenas. Em 1620 já haviam quase 30 mil indígenas vivendo nessas missões. Missões que eram atacadas e dizimadas pelos bandeirantes.

Algumas das técnicas de extermínio utilizadas pelos europeus consistiam em: doar alimentos contaminados com doenças (varíola, gripe, tuberculose...) contra as quais os indígenas não tinham defesa; estupros; disseminação de bebidas alcoólicas; chacinas; invasão e apropriação dos territórios indígenas; devastação do meio ambiente; confinamento nas missões religiosas; entre outras.



Escrito por AlBIFESA às 19h48
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Os povos indígenas foram aos poucos se dando conta das intenções dos invasores de suas terras e resistiram com bravura à ocupação colonial. Os diversos povos que aqui viviam adotaram diferentes estratégias de resistência ao invasor europeu, entre elas: estabelecimento de alianças com os estrangeiros; "aceitação" à imposição de outro modelo social, guerrilhas com armas na mão, enfrentando diversas batalhas; fuga para o interior do país, ou seja, se refugiavam em regiões ainda não exploradas pelos invasores.
Os indígenas resistiram com suas armas de guerra e estratégias de sobrevivência o máximo que puderam (e ainda nos dias de hoje enfrentam desafios ameaçadores à suas vidas e culturas). Mas as armas dos europeus eram muito mais poderosas, alguns estudiosos da história indígena dizem que o Brasil foi invadido pela espada unida à cruz. A espada simbolizando as armas bélicas dos europeus que visavam explorar as riquezas desta terra e a cruz simbolizando a evangelização que era praticada pelos representantes da igreja católica (jesuítas e outras ordens religiosas) que tinham a intenção de "amansar os índios" e difundir o cristianismo.
De acordo com Bruit (1995:17), Frei Bartolomé de Las Casas visualizou o futuro da sociedade que aqui se constituía: "uma sociedade ao revés" - que já se iniciava recheada de desequilíbrios, injustiças e carente dos mais elementares direitos.

Do séc. XVI ao séc. XIX sucederam-se várias batalhas e massacres. Desde que houve o desastroso encontro entre as culturas indígenas e as culturas européias, a vida nesta terra se marcou por muita violência, desrespeito, imposições...

Os primeiros massacres aconteceram no litoral. Os europeus atacaram, principalmente, os Tamoios, os Tupinambá, os Potiguara, entre outros que se localizavam no litoral brasileiro. Sobreviveram poucos no litoral: os Tremembé e os Tapeba no Ceará; os Potiguara, no Paraíba; os Pataxó, em Coroa Vermelha e Barra Velha, na Bahia; os Tupinikim, no norte do Espírito Santo; e os Guarani, no norte do Espírito Santo, no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro e no sul do país.

Segundo Prezia (2000), do final do séc. XVI ao séc. XVIII foi a vez das expedições dos bandeirantes. Neste período aconteceram as reduções Guarani, quando resolveu-se formar um exército guarani que recebeu treinamento militar espanhol para combater as invasões portuguesas e outras nações indígenas "rebeldes".

No séc. XVII aconteceu a invasão do sertão nordestino. Inúmeras revoltas envolvendo os grupos indígenas, os holandeses, os portugueses se sucederam pelas disputas das terras nordestinas. De acordo com Prezia (2000:154), se houvesse um bom entendimento entre os povos dos troncos lingüísticos Jê e Tupi, os portugueses teriam perdido o Ceará, que poderia ser o primeiro Estado Indígena nas terras brasileiras da Coroa Portuguesa.
Em 1.693, com a descoberta de ouro e diamantes em Minas Gerais houve uma corrida para essa região também. Rapidamente essas terras foram invadidas, fazendas de gado se multiplicaram pelo interior para abastecer a crescente população não indígena, em detrimento da terra e da vida dos indígenas.
A invasão da Amazônia começou a acontecer a partir do séc. XVII. Fortes missões se estabeleceram através de inúmeras expedições que subiram os rios Negro, Solimões e Branco, chegando em áreas antes impenetráveis. Os aldeamentos indígenas foram catastróficos. A política que regulamentava a questão indígena visava aniquilar as diferenças culturais destes povos, como, por exemplo, o Diretório de Pombal em 1.758. Marquês de Pombal, responsável, na época, pela política econômica de Portugal, ampliou o domínio português no Brasil, impondo impostos, expulsando os Jesuítas de seus domínios, proibindo as línguas nativas, transformando os indígenas em cidadãos portugueses - o que foi deveras prejudicial para os povos que aqui viviam.

Adotou-se, na Amazônia, a "língua geral: nheengatu", proibindo-se as línguas indígenas, que foram consideradas línguas de "selvagens" e de "povos atrasados". Aconteceram algumas rebeliões, como a dos Manau, em 1.723, que controlavam a região do rio negro; e a Cabanagem, na década de 1.830, nos estados do Pará e do Amazonas, que uniu escravos indígenas, negros, mestiços e tapuios (indígenas que viviam nas vilas) na defesa de suas terras e liberdade.
Já no séc. XX vieram as políticas de expansão econômica que se pautavam também em estratégias de extermínio dos povos indígenas. Em nome do progresso econômico, a nossa sociedade (chamada "civilizada") praticou inúmeros massacres e violências. Em 1.910, o governo criou o SPI (Serviço de Proteção ao Índio) que tinha uma prática oposta ao seu nome: transferia os povos indígenas de suas terras com o objetivo de transformá-los em "trabalhadores úteis ao progresso do país". A política governamental relativa aos indígenas era pautada na perspectiva de integração dos mesmos à sociedade nacional.



Escrito por AlBIFESA às 19h48
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Em 1.967 o SPI, que se tornou um pesadelo para os indígenas, lugar de violências e corrupções, foi extinto e em seu lugar foi criada a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), que responde pela política indigenista governamental até os dias de hoje. No final da década de 60, a situação dos indígenas era tão dramática, que relatórios oficiais previam que até o ano 2000 não existiriam mais povos indígenas no Brasil. A política governamental em relação à questão indígena, tem por objetivo a "emancipação" dos mesmos. Mas, na prática, o que acontece é o confinamento dos povos indígenas em pequenas porções de seus antigos territórios (geralmente com o meio-ambiente quase completamente devastado), uma grande morosidade no que se refere à legalização e desintrusão (retirada dos intrusos não-indígenas) de suas terras, e um assistencialismo precário, que torna os indígenas ainda mais dependentes do Estado para sobreviverem.

Darcy Ribeiro (1979:6) descreve as diretrizes políticas do órgão indigenista oficial: Mais graves ainda do que as violências e os desalojamentos podem vir a ser os efeitos das novas diretrizes econômicas e assistencialistas adotadas pelo órgão oficial que substitui o Serviço de Proteção aos Índios: a Fundação Nacional do Índio. Segundo declaração de um de seus dirigentes, o programa da FUNAI é tornar-se auto-suficiente dentro de poucos anos, graças à exploração das riquezas das terras indígenas e, naturalmente, da força de trabalho dos próprios índios. ... É de se temer que os índios terão de suportar tempos ainda mais adversos.
Apesar de tantas forças contrárias, os povos indígenas alcançaram uma importante vitória referente aos seus direitos, com algumas conquistas na Constituição Federal promulgada em 1.988.


Percebe-se que os desafios enfrentados pelos indígenas desde a colonização do Brasil até os dias de hoje foram e são inúmeros: doenças que provocaram milhares de mortes; violentos massacres; imposição de um novo sistema sócio-cultural que os impediam (e ainda impede) de praticar suas tradições, crenças, costumes; disseminação de bebidas alcoólicas; políticas governamentais integracionistas e assistencialistas, entre outros. Desta maneira, faz-se necessário visualizar enquanto conseqüências deste violento processo histórico, fenômenos sociais como: a embriaguês, a dependência do Estado, a espoliação de suas terras, a exploração das riquezas e a conseqüente devastação ambiental, a falta do reconhecimento étnico, a desnutrição infantil, o suicídio e outras mazelas mais.
Entretanto, apesar de tantas dificuldades para se manterem vivos e, o mais importante, se manterem indígenas (portadores de um sistema sócio-cultural diferente), os povos que vivem hoje no Brasil podem ser chamados de heróis da resistência. Apesar de tanta violência, praticada até os nossos dias, em pleno século XXI, encontramos cerca de 216 povos indígenas, com uma população que varia de 350 a 550 mil pessoas, que preservaram aproximadamente 180 línguas nativas!
Resistência de povos que foram marginalizados, mas que conseguiram manter sua ação social viva. Uma resistência cotidiana, que se tece no dia-a-dia, com a construção e a reconstrução das suas formas de viver, de crer, de educar, de entender o mundo que os rodeia. Resistência que se estrutura na dinâmica rede dos cruzamentos culturais entre as sociedades diferentes. Resistência articulada em processos de luta política que assegurem uma vida com dignidade, justiça, liberdade, terra, saúde, educação e, fundamentalmente, respeito às suas diferenças sociais.

Mapa do Povoamento do
nosso Continente

 



Escrito por AlBIFESA às 19h48
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Escrito por AlBIFESA às 19h19
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O que é ser índio

Os habitantes das Américas foram chamados de índios pelos europeus que aqui chegaram. Uma denominação genérica, provocada pela primeira impressão que eles tiveram de haverem chegado às Índias.

Mesmo depois de descobrir que não estavam na Ásia, e sim em um continente até então desconhecido, os europeus continuaram a chamá-los assim, ignorando propositalmente as diferenças lingüístico-culturais. Era mais fácil tornar os nativos todos iguais, tratá-los de forma homogênea, já que o objetivo era um só: o domínio político, econômico e religioso.


Se no Período Colonial era assim, ao longo dos tempos, definir quem era índio ou não constituiu sempre uma questão legal. Desde a independência em relação às metrópoles européias, vários países americanos estabeleceram diferentes legislações em relação aos índios e foram criadas instituições oficiais para cuidar dos assuntos a eles relacionados.

Nas últimas décadas, o critério da auto-identificação étnica vem sendo o mais amplamente aceito pelos estudiosos da temática indígena. Na década de 50, o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro baseou-se na definição elaborada pelos participantes do II Congresso Indigenista Interamericano, no Peru, em 1949, para assim definir, no texto "Culturas e línguas indígenas do Brasil", o indígena como: "(...) aquela parcela da população brasileira que apresenta problemas de inadaptação à sociedade brasileira, motivados pela conservação de costumes, hábitos ou meras lealdades que a vinculam a uma tradição pré-colombiana. Ou, ainda mais amplamente: índio é todo o indivíduo reconhecido como membro por uma comunidade pré-colombiana que se identifica etnicamente diversa da nacional e é considerada indígena pela população brasileira com quem está em contato".

Uma definição muito semelhante foi adotada pelo Estatuto do Índio (Lei nº. 6.001, de 19.12.1973), que norteou as relações do Estado brasileiro com as populações indígenas até a promulgação da Constituição de 1988.

Em suma, um grupo de pessoas pode ser considerado indígena ou não se estas pessoas se considerarem indígenas, ou se assim forem consideradas pela população que as cerca. Mesmo sendo o critério mais utilizado, ele tem sido colocado em discussão, já que muitas vezes são interesses de ordem política que levam à adoção de tal definição, da mesma forma que acontecia há 500 anos.

Identidade e diversidade

As populações indígenas são vistas pela sociedade brasileira ora de forma preconceituosa, ora de forma idealizada. O preconceito parte, muito mais, daqueles que convivem diretamente com os índios: as populações rurais.

Dominadas política, ideológica e economicamente por elites municipais com fortes interesses nas terras dos índios e em seus recursos ambientais, tais como madeira e minérios, muitas vezes as populações rurais necessitam disputar as escassas oportunidades de sobrevivência em sua região com membros de sociedades indígenas que aí vivem. Por isso, utilizam estereótipos, chamando-os de "ladrões", "traiçoeiros", "preguiçosos" e "beberrões", enfim, de tudo que possa desqualificá-los. Procuram justificar, desta forma, todo tipo de ação contra os índios e a invasão de seus territórios.

Já a população urbana, que vive distanciada das áreas indígenas, tende a ter deles uma imagem favorável, embora os veja como algo muito remoto. Os índios são considerados a partir de um conjunto de imagens e crenças amplamente disseminadas pelo senso comum: eles são os donos da terra e seus primeiros habitantes, aqueles que sabem conviver com a natureza sem depredá-la. São também vistos como parte do passado e, portanto, como estando em processo de desaparecimento, muito embora, como provam os dados, nas três últimas décadas tenha se constatado o crescimento da população indígena.

Só recentemente os diferentes segmentos da sociedade brasileira estão se conscientizando de que os índios são seus contemporâneos. Eles vivem no mesmo país, participam da elaboração de leis, elegem candidatos e compartilham problemas semelhantes, como as conseqüências da poluição ambiental e das diretrizes e ações do governo nas áreas da política, economia, saúde, educação e administração pública em geral. Hoje, há um movimento de busca de informações atualizadas e confiáveis sobre os índios, um interesse em saber, afinal, quem são eles.

Qualquer grupo social humano elabora e constitui um universo completo de conhecimentos integrados, com fortes ligações com o meio em que vive e se desenvolve. Entendendo cultura como o conjunto de respostas que uma determinada sociedade humana dá às experiências por ela vividas e aos desafios que encontra ao longo do tempo, percebe-se o quanto as diferentes culturas são dinâmicas e estão em contínuo processo de transformação.

O Brasil possui uma imensa diversidade étnica e lingüística, estando entre as maiores do mundo. São 215 sociedades indígenas, mais cerca de 55 grupos de índios isolados, sobre os quais ainda não há informações objetivas. 180 línguas, pelo menos, são faladas pelos membros destas sociedades, as quais pertencem a mais de 30 famílias lingüísticas diferentes.

No entanto, é importante frisar que as variadas culturas das sociedades indígenas modificam-se constantemente e reelaboram-se com o passar do tempo, como a cultura de qualquer outra sociedade humana. E é preciso considerar que isto aconteceria mesmo que não houvesse ocorrido o contato com as sociedades de origem européia e africana.

No que diz respeito à identidade étnica, as mudanças ocorridas em várias sociedades indígenas, como o fato de falarem português, vestirem roupas iguais às dos outros membros da sociedade nacional com que estão em contato, utilizarem modernas tecnologias (como câmeras de vídeo, máquinas fotográficas e aparelhos de fax), não fazem com que percam sua identidade étnica e deixem de ser indígenas.

A diversidade cultural pode ser enfocada tanto sob o ponto de vista das diferenças existentes entre as sociedades indígenas e as não-indígenas, quanto sob o ponto de vista das diferenças entre as muitas sociedades indígenas que vivem no Brasil. Mas está sempre relacionada ao contato entre realidades socioculturais diferentes e à necessidade de convívio entre elas, especialmente num país pluriétnico, como é o caso do Brasil.

É necessário reconhecer e valorizar a identidade étnica específica de cada uma das sociedades indígenas em particular, compreender suas línguas e suas formas tradicionais de organização social, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais. Isto significa o respeito pelos direitos coletivos especiais de cada uma delas e a busca do convívio pacífico, por meio de um intercâmbio cultural, com as diferentes etnias.

www.funai.gov.br



Escrito por AlBIFESA às 19h16
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O ÍNDIO HOJE

Hoje, no Brasil, vivem cerca de 345 mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,2% da população brasileira. Cabe esclarecer que este dado populacional considera tão-somente aqueles indígenas que vivem em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas. Há também indícios da existência de mais ou menos 53 grupos ainda não-contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.



Escrito por AlBIFESA às 19h11
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VEJA

NÃO DIGA QUE A VITÓRIA ESTÁ PERDIDA

TENHA FÉ EM DEUS

TENHA FÉ NA VIDA

TENTE OUTRA VEZ.....(Raul Seixas)

 



Escrito por AlANBICAFESA às 16h47
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Ah o meu índio

o meu índio de cocar na cabeça

de pés descalços

de pele bronzeada

de artesanato sem igual

Ah meu índio

Meu coração tupiniquim de um terra sem par

de um lugar sem igual

de um verde amarelo de tocar

Ah meu índio

meu suspirar as margens do rio que suave e tranquilo vive a ecoar

o sofrimento de quem não pode mais esperar..............

Samantha



Escrito por AlANBICAFESA às 16h46
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No porão das nossas memórias, no mais fundo doer do nosso arrependimetno encontram-se ali bem as margens um povo chamado índio, chamado guarani, Pankararu, Yanomami, dentre muitos outros que lutam todos os dias para sobreviver.

Eu em particular mantenho minhas afirmações a repseito do índio Brasileiro porém ainda me salta aos olhos como a sociedade ignora o assunto, despreza aquilo que não conhece, rejeita.

Mas é através de diversas iniciativas como a nossa que eles serão ouvidos, e na nossa pequena e restrita memória não serão apagados.

Vamos Cananéia.,... caminhar ....



Escrito por AlANBICAFESA às 16h44
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Um pouco da nossa história ...  Imagens aprisionadas e resistência indígena:
os daguerreótipos de 1844

São umas das mais antigas e possivelmente as primeiras fotos de índios do Brasil ou mesmo do mundo, tiradas na França por E. Thiesson, que lhes gravou a data no canto de cada imagem: 1844, cinco anos após o anúncio oficial da invenção da fotografia[1].

 

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Estes índios nômades, caçadores e coletores, da família lingüística Macro-Jê, habitavam a região (então coberta pela Mata Atlântica ) dos rio Doce, Jequitinhonha e Mucuri, englobando Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais e envolviam-se em combates sangrentos com bandeirantes, fazendeiros e militares. Durante os séculos XVI e XVIII, quando eram chamados de Aimorés e Grens, praticamente não se conhecem ícones produzidos sobre eles, apesar de contato intenso com as frentes de expansão. No começo do século XIX, ao contrário, ocorreu uma avalanche iconográfica em torno desses grupos, aos quais viajantes, cientistas e artistas eram atraídos, paradoxalmente, pela fama de ferocidade atribuída a tais tribos. Através do desenho científico em suas diversas técnicas (água-forte, aquarela, litogravura, retratos a lápis, a óleo etc.) e estilos (romântico, neo-clássico, realista etc.), nomes como Debret, Rugendas, Maximiliano Wied-Neuwied, Spix e Martius, entre outros, registraram suas imagens. O aparecimento de tais imagens ocorre, sobretudo, após a guerra decretada por D. João VI contra esses "Botocudos" em 1808. E oito décadas mais tarde outros membros desse grupo etno-lingüístico seriam a principal atração da Exposição Antropológica Brasileira inaugurada por D. Pedro II no Rio de Janeiro. Seus descendentes vivem nas margens do rio Doce, são conhecidos por Krenak e mantêm no século XXI a memória e a língua dos antepassados, apesar das diversas transformações por que passaram.

Texto extraído do endereço, acesso em 01 de setembro de 2006: http://www.studium.iar.unicamp.br/10/7.html



Escrito por AlANBICAFESA às 14h46
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 Nessa foto estão o Lu e o Oziel que é morador de Cananéia são fundamentais para que esse trabalho possa continuar fluindo por isso contamos com o apoio de pessoas muito queridas que a todo momento nos incentivam  e nos fazem acreditar que a realização é possível . 

 "Amigos são a familia que Deus nos permite escolher"

Obrigada pela amizade e colaboração sempre  !!!



Escrito por AlANBICAFESA às 17h22
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Segue um texto do escritor Paulista e amigo Léo Tomaz Piggati, que contribui imensamente a cultura paulistana, com suas manifestações e apelo nada singelos em sua Casa de Cultura e até mesmo no espaço virtual onde através de uma corrente forte e intelectual mantém acesa a chama do conhecimento.

Um grande abraço

Samantha, Bianca, Alzira

Se quisermos nos apresentar como nação para o restante do mundo, principalmente para a Europa onde existem nações de fato, temos que nos ligar um ao outro ao mesmo tempo que mantemos a nossa diversidade. O indio é o o selo, a marca, o endereço para que os outros povos do mundo saibam em que lugar da Terra estamos. Não custa valoriza-los, não custa admitir seus totens, não custa respeita-los de tão poucos que são, de tanto que foram dizimados pelos primeiros colonizadores. Portugal deve pedir desculpa à Humanidade pelo que fizeram com os povos naturais da América do Sul. Assim devem fazer também a Espanha e os outros paises que destruiram os povos originais das Américas.

Léo Tomaz





Escrito por AlANBICAFESA às 19h01
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Escrito por AlANBICAFESA às 18h55
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